
Editorial Minerva e os autores, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação da colectânea ROTEIRO(S) DA ALMA - conto & poesia, a realizar no dia 26 (Sábado) de Setembro de 2009, pelas 16:30 horas em
AUDITÓRIO CARLOS PAREDES
Junta de Freguesia de Benfica
Avª Gomes Pereira, 17 – Benfica – Lisboa
Acessos: Autocarros: 16C, 24, 50, 84
Coordenação da sessão e apresentação da obra e autores pelo “animador de ideias” Ângelo Rodrigues coadjuvado pelo “Mestre em História da Qualidade de Vida e da Boémia Contemporânea” von Trina. Intervenção dos autores. Momento musical por Cristina Estrompa e banda (canções).
Gratos pela honra da comparência
Formato: 21 x 13,5 cm
Páginas: 224
Capa: Miguel d'Hera
ISBN 978-972-591-757-2
Depósito Legal: 296181/09
AUTORES
Conto
Amândio Martins
Rosabela Afonso
João Brito Sousa
V. Capela Batista
Gracinda Valente Pontes
Arnaldo Guedes
Sara Madaleno
João Gama
Teresa Santos
Poesia
Isabel Rosete
Sérgio Fonseca
Leonor Bettencourt Bernardo
JCPáris
Paula
José Branquinho
Maria Helena Dinis Prata Tomás
Manuela Silva Neves
Júlia Brimbela
Maria Albina Martinho
Célia Bastos
Nota:
Os convidados dos autores deverão (de preferência)
adquirir a obra directamente aos mesmos. P.V.P.: 10 €.
PREÂMBULO
conto
«(...) Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida; quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: “a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”.
Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem (...)».
poesia
«(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.
Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal, mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...)».
Ângelo Rodrigues
AUTORES
Conto
Amândio Martins
Rosabela Afonso
João Brito Sousa
V. Capela Batista
Gracinda Valente Pontes
Arnaldo Guedes
Sara Madaleno
João Gama
Teresa Santos
Poesia
Isabel Rosete
Sérgio Fonseca
Leonor Bettencourt Bernardo
JCPáris
Paula
José Branquinho
Maria Helena Dinis Prata Tomás
Manuela Silva Neves
Júlia Brimbela
Maria Albina Martinho
Célia Bastos
Nota:
Os convidados dos autores deverão (de preferência)
adquirir a obra directamente aos mesmos. P.V.P.: 10 €.
PREÂMBULO
conto
«(...) Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida; quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: “a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”.
Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem (...)».
poesia
«(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.
Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal, mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...)».
Ângelo Rodrigues
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