
Traçamos itinerários, metas, paragens, inícios, chegadas
Tomamos notas diversas de todos os percursos, com um cuidado extremo
Acumulamos papéis, notas soltas, nuvens de muitos sonhos, estamos então prontos para a nossa partida.
O roteiro está em princípio, completo, a beijar a perfeição.
Esquecemos as memórias, abrimos uma nova página a partir do nada. Iniciamos a viagem. Enchemo-nos de sorrisos.
Damos passos em frente no itinerário da nossa suposta alma.
Subitamente, não encontramos o canto certo para esconder os receios, misturamos ecos, passos, lembranças, saudades, aventuras, demoramos tempo a mais nas paragens não obrigatórias, tornamo-nos tímidos no avançar do nosso itinerário, no suposto roteiro da nossa própria força, a dar pelo estranho nome de «alma».
Tropeçamos aos poucos nas nossas imensas indecisões, afinal, não estamos a seguir as setas, deixamo-nos amolecer no medo de saber sentir.
Seguir em frente… Recuar…Saborear…Entender…Desistir…Recomeçar?
Parar cansa, devora tantos olhares da nossa « alma », pode arruinar abraços, esperas, pode devolver mundos esquecidos, pode trazer de volta o arrepio quente do recomeço…
Uma possível receita para um roteiro feliz…
Deixarmo-nos alienar num roteiro sem qualquer rumo ou paragens obrigatórias, num itinerário alucinante, talvez alienatório, com a devida distância das vozes pesadas da nossa suposta « alma »…
Leonor Bettencourt Bernardo
(poema a incluir no projecto
«ROTEIR(O)S DA ALMA»)
Tomamos notas diversas de todos os percursos, com um cuidado extremo
Acumulamos papéis, notas soltas, nuvens de muitos sonhos, estamos então prontos para a nossa partida.
O roteiro está em princípio, completo, a beijar a perfeição.
Esquecemos as memórias, abrimos uma nova página a partir do nada. Iniciamos a viagem. Enchemo-nos de sorrisos.
Damos passos em frente no itinerário da nossa suposta alma.
Subitamente, não encontramos o canto certo para esconder os receios, misturamos ecos, passos, lembranças, saudades, aventuras, demoramos tempo a mais nas paragens não obrigatórias, tornamo-nos tímidos no avançar do nosso itinerário, no suposto roteiro da nossa própria força, a dar pelo estranho nome de «alma».
Tropeçamos aos poucos nas nossas imensas indecisões, afinal, não estamos a seguir as setas, deixamo-nos amolecer no medo de saber sentir.
Seguir em frente… Recuar…Saborear…Entender…Desistir…Recomeçar?
Parar cansa, devora tantos olhares da nossa « alma », pode arruinar abraços, esperas, pode devolver mundos esquecidos, pode trazer de volta o arrepio quente do recomeço…
Uma possível receita para um roteiro feliz…
Deixarmo-nos alienar num roteiro sem qualquer rumo ou paragens obrigatórias, num itinerário alucinante, talvez alienatório, com a devida distância das vozes pesadas da nossa suposta « alma »…
Leonor Bettencourt Bernardo
(poema a incluir no projecto
«ROTEIR(O)S DA ALMA»)
0 comentários:
Enviar um comentário